Nosso Lar – O Filme (Trailer Oficial)

 Dia 3 de setembro estréia o primeiro blockbuster espírita brasileiro: Nosso Lar.
Baseado no livro mais famoso psicografado por Chico Xavier, traz a
história de André Luiz, médico que desencarnou por suicício involuntário
(muita bebida) e foi parar no umbral. Primeiramente, no que poderíamos
chamar de "vale dos suicidas", um inferninho sem direito a música ou
diversão. Depois, na cidade espiritual de "Nosso Lar" (ainda localizada
no umbral), onde tudo é novo e, ao mesmo tempo, não muito diferente de
nossa vida aqui na Terra. O livro traz uma história fascinante, e acabou
se tornando leitura obrigatória e introdutória pra quem está querendo saber mais sobre a doutrina espírita.

Inspirados pelo sucesso dos filmes Bezerra de Menezes (produção atesanal, que impressionou nas bilheterias) e Chico Xavier
(produção global, que virou recorde de público), resolveu-se fazer uma
produção ambiciosa para os padrões do cinema brasileiro, tanto que o
filme foi terminado (efeitos visuais e pós-produção) no Canadá, além de
contar com a direção de fotografia de Ueli Steiger (O dia depois de amanhã, 10.000 A.C.) e a trilha sonora de Philip Glass (O Show de Truman, Kundun).
Isso porque, se der certo no Brasil, a Fox vai espalhar esse filme pro
mundo todo, em busca de um filão romântico/espiritualista (que foi
explorado primeiramente com Amor Além da Vida e que provavelmente
não deu o dinheiro que eles esperavam). Nosso Lar é a grande aposta da
Fox, e o público espírita ou simpatizante deve corresponder a esta
expectativa SE quiser ver os outros livros de Chico Xavier serem
transpostos para as telonas (e eu adoraria ver "Libertação" virar
filme). Para a Fox, que distribui o filme, o que interessa é a
BILHETERIA DA PRIMEIRA SEMANA. É assim que eles negociam com os cinemas
quanto tempo um filme vai ficar em cartaz, em quantas salas, etc. Então
se você é espírita e entusiasta da causa, lote os cinemas nesse final de
semana, leve sua avó, seu cachorro… Não deixe pra ver o piratão pois
senão não vai ter mais filme espírita pelos próximos 10 anos. Agora, se o
filme for ruim, aí não tem o que fazer, né? Mas o trailer parece ser
legal:

 

Muita gente vai achar semelhanças visuais e narrativas com as novela "A
viagem" e "Escrito nas estrelas", mas a inspiração pra essas novelas foi
que veio do livro. "Nosso Lar" foi pioneiro em nos apresentar uma cidade espiritual,
algo que não fazíamos idéia de que existia (e Chico Xavier foi muito
criticado por isso pelos próprios espíritas, que o consideraram na época
obsediado ou embusteiro), com um sistema de organização praticamente
igual ao da Terra, com governantes, ministérios, "bairros" e ruas.

É interessante notar que o formato da cidade, tanto no livro como no filme, é o de uma estrela de seis pontas (Escudo de David),
que é um símbolo de proteção contra o mal. Interessante porque a cidade
fica localizada no umbral, em "terreno inimigo", e por isso mesmo sofre
ataques dos espíritos trevosos (daí as muralhas e outras proteções
magnéticas).

O livro trouxe também luz sobre como os espíritos se alimentam,
os vários planos de existência, e um conceito radicalmente novo: a
projeção astral de um espírito pra um plano superior, após ele dormir no
seu plano de origem. Com o tempo o próprio personagem principal, André
Luiz, foi nos trazendo nos livros subsequentes, psicografados por Chico
Xavier, mais informações sobre a "fisiologia espiritual" – por assim
dizer – e sua relação com o corpo terrestre.

No filme retratam o hospital de "Nosso Lar" como uma sala onde as
pessoas trazidas do lado ruim do umbral são tratadas com LUZ verde. É
interessante constatar que na cromoterapia
a cor verde é usada como desinfetante e cicatrizante, justo o que eles
necessitam. Esse cenário foi palco de uma história de bastidores
interessante, que é contada nas notas de produção do Facebook oficial do filme:

CENÁRIO OU REALIDADE?

Um caso interessante que envolveu a produção do filme diz respeito ao
cenário do Hospital do Ministério da Regeneração. Escolhido para ser
produzido no foyer de um prédio que, entre outras coisas, permitia livre
movimentação de pessoas, penetração de luz natural necessária, além de
apresentar o aspecto fluídico em sua arquitetura (em sintonia com a
parte exterior), o cenário foi um dos primeiros a ser montado e usado.
Terminadas as cenas, desmontadas as macas, os painéis e todos os
adereços, descobrimos que, por problemas técnicos, precisaríamos
refilmar todas as cenas. "Sem problemas", disse prontamente a diretora
de arte Lia Renha. Rapidamente, ela e o cenógrafo Marcus Ranzani
produziram o mesmo cenário nos estúdios aonde o filme estava sendo
rodado – zona oeste do Rio de Janeiro.

Logo, pilastras, paredes e macas estavam prontas.
Porém, com o ritmo das filmagens indo bem, a produção não conseguia
voltar àquela locação. Os dias foram passando, as semanas. Para a
direção, aquele já estava virando um "assunto de ordem imediata", porque
a cena ia sendo postergada a cada semana de filmagens cumpridas.

Até que finalmente rolou. Dois dias inteiros e as cenas
protagonizadas por Renato Prieto, Clemente Viscaíno, Fernando Alves
Pinto e a participação de Aramis Trindade ficaram prontas. Logo, o
diretor Wagner de Assis comemorou. "Finalmente terminamos essa locação!"

Mas foi o único. Ao ver a reação fria da equipe, descobriu-se o
mistério que estranhamente mantinha aquele cenário pronto ao longo de
tantos dias.

Segundo os integrantes da produção, ali estava um "local para todo
mundo se revigorar". Explicaram que durante todas as semanas em que o
cenário ficou pronto, e não usado, os profissionais que estavam buscando
algum tipo de "descanso", de "renovação de energias", começaram a
deitar nas macas cenográficas buscando algum alívio. E, eis o mistério,
começaram a perceber sinais positivos e melhorar!

Logo, um que passava mal deitou lá e melhorou. Outro que estava com
dores nas costas, também fugiu para o "hospital" e… melhorou. Teve
quem estivesse com problemas "em casa" e foi deitar lá para
"espairecer". Dores de cabeça sumiram. Preguiça. Cisco no olho. Siesta.
Descobriu-se, então, que o cenário estava servindo à produção muito além
de suas funções artísticas, mas sim como um verdadeiro "repositório de
forças" para todos os que lá estiveram. Para muitos, fato normal em
função do tema do filme. Mas há quem diga que tudo não passava "de
imaginação das pessoas".

ps.Ja li essa obra faz um tempão,foi logo que me interessei pela doutina espírita,pretendo lê novamente,pois sempre tiramos novos ensianamentos numa releitura.Um é simplesmente demais.Estou anciosa pelo o filme,seria ótimo se chegasse no cine daqui,no dia da estréia,pq o de Chico veio bem depois.Agora é só aguardar para prestigiar!

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Elaine
    set 06, 2010 @ 17:00:28

    Gostei muito do filme,sendo que o tempo é curto para mostrar tudo,pois ja tinha lido o livro.Recomendo!

    Responder

  2. Mikaella
    set 08, 2010 @ 19:44:12

    Belo post, Nena! Vi um artigo da FEB que dizia que as salas de cinema estariam sendo assistidas pela espiritualidade… E que, inclusive, bons espíritos dariam passes ao longo das sessões. Vi o filme e AMEI! Que pena não ser um longametragem, para detalhar um pouco mais a história de André Luiz. Mas valeu! Que venham outros! Bjim

    Responder

  3. Elaine
    set 08, 2010 @ 20:34:23

    Tbm ameiiiiii!Lindo!

    Responder

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