Filme Orfanato

No roteiro do filme Laura assume o orfanato do título, onde passou parte da sua infância. Ali ela planeja, ao lado do noivo e do filho adotado, construir uma espécie de retiro para crianças com necessidades especiais. Quando era criança, Laura foi adotada e deixou para trás as amizades que conquistara no orfanato – o retorno se desenha, portanto, como uma espécie de acerto pessoal. Os problemas começam quando o filho de Laura, Simón arruma amigos imaginários. No dia de uma grande festa, Laura, cansada das invenções de Simón, não lhe dá ouvidos sobre os tais amigos. O menino então desaparece. Laura entra em desespero. Passam-se meses e nada de notícias – resta à mãe investigar o sumiço, o que a leva a descobrir coisas escabrosas sobre o orfanato.
Apesar de utilizar alguns símbolos que já vimos em outros filmes como: o retorno à casa mal-assombrada, o filho que vê fantasmas, os macabros desenhos infantis, o personagem mascarado que deve virar action-figure, entre outros, o filme prende o espectador através de uma sufocante fotografia que nos leva para dentro do orfanato. Outros acertos importantes do filme foram a trilha sonora e o elenco infantil, soberbos.
Tem semelhanças no estilo, mas é muito superior, a outro filme espanhol, A Espinha do Diabo. Quando se fecha o ciclo e descobrimos tudo o que realmente aconteceu dentro da casa e com o pequeno garoto percebemos que as vezes nossa falta de sensibilidade atrapalha nossos sentimentos e desejos.

Ps. Uma coisa que achei estranho no final do filme, foi que após o suicídio dela, tudo muito lindo, o encontro com o filho e com as outras crianças. Mostrou uma realidade fora de cogitação, pois n existe isso de você suicidar e ser tudo muito bom e lindo, com reencontros tão perfeitos, segundo a doutrina espírita, iremos para o vale dos suicidas, umbral  pra melhor dizer, mas….